2016 Earnings Portuguese
A Delta Air Lines anunciou hoje os resultados financeiros do trimestre encerrado em dezembro e do ano de 2016.  Os destaques, incluindo métricas GAAP e ajustadas, são apresentados abaixo e foram incorporados neste comunicado.

O lucro bruto ajustado do quarto trimestre de 2016 foi de US$ 923 milhões, uma redução de US$ 524 milhões em relação ao mesmo período em 2015, devido principalmente ao novo acordo de pilotos. O lucro bruto ajustado de todo o ano teve um aumento de 4% em comparação ao ano anterior, atingindo US$ 6,1 bilhões.

“Em 2016, a Delta apresentou um ano de desempenho recorde, em termos financeiros, operacionais e com os nossos clientes. É uma honra reconhecer os esforços dos nossos funcionários este ano, com mais de US$1 bilhão em lucro compartilhado”, disse Ed Bastian, CEO da Delta. “Começamos o ano de 2017 vendo nossas receitas unitárias positivas, o que deve trazer novamente expansão na margem da empresa no segundo semestre do ano. Isto nos permitirá produzir os sólidos retornos e fluxos de caixa esperados pelos investidores da Delta”.

Ambiente de receitas

A receita operacional da Delta no quarto trimestre de 2016 sofreu uma queda de US$ 44 milhões em relação ao ano anterior. As receitas unitárias de passageiros diminuíram 2,7%, com aumento de 0,9% na capacidade.

“As estratégias comerciais e as mudanças de capacidade da Delta, combinadas ao aumento na demanda, continuam trazendo benefícios à medida que voltamos a produzir receitas unitárias positivas constantes. Para o primeiro trimestre de 2017, esperamos um aumento na receita unitária de até 2%, ao contrário das reduções que tivemos nos dois últimos anos”, disse Glen Hauenstein, presidente da Delta. “Continuaremos conservadores e mantendo nosso aumento de capacidade sob controle até que as tendências de aumento de receita se firmem no curto e longo prazo, voltando à nossa meta de margem operacional de 17% a 19%”.

Table 1

Orientações para o primeiro trimestre de 2017
Para o primeiro trimestre de 2017, a Delta espera uma pressão nas margens, pois o ritmo da mudança na receita unitária não acompanhará o impacto dos aumentos no combustível e salários dos funcionários. Esta pressão deve atingir seu pico no primeiro trimestre de 2017, e a empresa espera aumento nas margens no início do segundo semestre.

table 2

*Veja na Nota A informações sobre a reconciliação dessas métricas financeiras não GAAP projetadas.

Performance de custo

A despesa ajustada de combustível2 sofreu uma queda de US$ 240 milhões quando comparado ao mesmo período de 2015, considerando que os preços de mercado com 12% de aumento foram compensados pelas perdas de hedge do ano anterior. O preço ajustado do galão de combustível da Delta no último trimestre de 2016 foi de US$ 1,60.

O valor de CASM-Ex3, incluindo a participação nos lucros, teve um aumento de 10,6% no quarto trimestre de 2016 em relação ao mesmo período do ano anterior, principalmente devido ao impacto do novo acordo de pilotos ratificado em 1º de dezembro de 2016, com efeito retroativo até 1º de janeiro de 2016. Os resultados do último trimestre de 2016 incluem o impacto total em 2016 do novo contrato, totalizando US$ 475 milhões com despesas, dos quais US$ 380 milhões se referem aos três primeiros trimestres de 2016.

As despesas não operacionais tiveram uma redução de US$ 116 milhões no último trimestre devido à perda de US$ 75 milhões no ano anterior referente à desvalorização da moeda venezuelana e US$ 10 milhões referentes à redução na despesa com juros após as iniciativas de redução de dívidas da Delta.

“A disciplina de despesas e capitais da Delta nos permite investir de forma consistente em nossos funcionários e na experiência do cliente, e de forma que mantenha nosso aumento de custo unitário gerenciável com o tempo, gerando fluxo de caixa suficiente para reduzir dívidas e fornecer retornos aos acionistas”, disse Paul Jacobson, diretor financeiro da Delta. “Continuaremos com essa abordagem equilibrada, investindo no negócio para obter maiores rendimentos no futuro, fortalecendo ainda mais nossos balanços de investimentos e trazendo lucro aos nossos proprietários, enquanto promovemos a sustentabilidade no longo prazo”.

Fluxo de caixa, retornos a acionistas e dívida líquida ajustada

A Delta gerou US$ 1,2 bilhão em fluxo de caixa operacional ajustado e US$ 640 milhões de fluxo de caixa livre no último trimestre de 2016. A empresa aproveitou essa boa geração de fluxo de caixa para investir US$ 600 milhões nos negócios e fazer modificações nas aeronaves, mudanças nas instalações e aprimoramentos tecnológicos.

No quarto trimestre de 2016, o retorno aos acionistas foi de US$ 449 milhões, valor que incluiu US$ 149 milhões em dividendos e US$ 300 milhões de recompras de ações. O retorno aos proprietários foi de US$ 3,1 bilhões em 2016, por meio de dividendos e recompras de ações.

A dívida líquida ajustada4 no fim do trimestre foi de US$ 6,1 bilhões, uma redução de US$ 500 milhões em relação ao fim de 2015.

Resultados do último trimestre e ano de 2016

Table 3

Observações:

  1. A Nota A das Declarações Consolidadas das Operações fornece uma reconciliação de métricas financeiras não GAAP utilizada neste informativo para a métrica GAAP comparável e fornece os motivos pelos quais a direção utiliza essas métricas.
  2. A despesa ajustada de combustível reflete, entre outras coisas, o impacto dos ajustes da marcação no mercado (MTM) e acertos. Os ajustes MTM são definidos como mudanças no valor justo registradas fora do período de acerto. Essas mudanças no valor justo não necessariamente indicam o valor de acerto real de hedge no período de acerto do contrato. Os acertos representam o caixa recebido ou pago em contratos de hedge acertados durante o período. Esses itens ajustam a despesa de combustível para mostrar o impacto econômico de hedge, incluindo o caixa recebido ou pago em contratos de hedge durante o período. Veja na Nota A a reconciliação da despesa ajustada de combustível e o preço médio do galão de combustível em relação à métrica GAAP comparável.
  3. CASM-Ex, incluindo lucro compartilhado: além da despesa de combustível, a Delta acredita que o ajuste de outras despesas é útil aos investidores, porque as outras despesas não são relacionadas à geração de milha por assento. Essas despesas incluem manutenção de aeronaves e serviços de pessoal que a Delta fornece a terceiros, as operações de férias de atacado da Delta e o custo de refinaria de vendas a terceiros. As quantias excluídas foram: US$ 338 milhões e US$ 213 milhões do último trimestre de 2016 e 2015, respectivamente, e US$ 1,2 bilhão ao final dos dois anos, em 31 de dezembro de 2016 e de 2015. A direção acredita que este método é mais consistente e comparável, refletindo melhor as operações da Delta.
  4. A dívida líquida ajustada inclui US$ 38 milhões e US$ 119 milhões até 31 de dezembro de 2016 e 31 de dezembro de 2015, respectivamente, dos recebíveis da margem de hedge, que é o caixa que publicamos com as contrapartes como margem de hedge. Veja na Nota A mais informações sobre o nosso cálculo da dívida líquida ajustada.

Declarações prospectivas

As declarações nesta atualização para os investidores que não forem fatos históricos, incluindo declarações de estimativas, expectativas, crenças, intenções, projeções ou estratégias para o futuro, podem ser “declarações sobre previsões”, conforme definido na Lei de Reforma de Litígios de Títulos Privados de 1995. Todas as declarações sobre previsões envolvem uma série de riscos e incertezas que poderiam fazer com que os resultados reais diferissem materialmente das estimativas, expectativas, crenças, intenções, projeções e estratégias refletidas ou sugeridas pelas declarações sobre previsões. Estes riscos e incertezas incluem, mas não somente, os efeitos de ataques terroristas ou conflitos geopolíticos; o custo do combustível das aeronaves; o impacto do reequilíbrio de nossa carteira de hedge, registrando ajustes MTM ou adicionado uma garantia em relação aos nossos contratos de hedge de combustível; a disponibilidade de combustível para aeronaves; os possíveis efeitos de acidentes envolvendo nossas aeronaves; as restrições que os compromissos financeiros em nossos contratos de financiamento terão em nossas operações financeiras e comerciais; questões trabalhistas; interrupções ou paradas no serviço em um dos aeroportos com nosso hub ou gateway; interrupções ou falhas de segurança da nossa infraestrutura de tecnologia da informação; nossa dependência da tecnologia para conduzir nossas operações; os efeitos do tempo, desastres naturais e sazonalidade em nossos negócios; os efeitos de uma interrupção prolongada dos serviços prestados por transportadoras regionais de terceiros; falha ou incapacidade do seguro de cobrir um passivo significativo na refinaria de Monroe em Trainer; o impacto da regulação ambiental na refinaria em Trainer, incluindo os custos relacionados a regulamentos de combustível renovável; nossa capacidade de manter a gerência e os principais funcionários; as condições competitivas no setor de transportes aéreos; os efeitos da regulamentação governamental extensiva em nossos negócios; a sensibilidade da indústria aérea a períodos prolongados de condições econômicas estagnadas ou fracas, incluindo os efeitos do Brexit; e os efeitos da rápida propagação de doenças contagiosas. 

Informações adicionais sobre riscos e incertezas que poderiam causar diferenças entre os resultados reais e as previsões estão contidas nos nossos registros da Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio, incluindo nosso Relatório Anual no Formulário 10-K para o ano fiscal encerrado em 31 de dezembro de 2015 e nosso Relatório Trimestral no Formulário 10-Q para o período trimestral encerrado em 30 de junho de 2016. Um cuidado especial deve ser considerado para não depositar confiança indevida em nossas previsões, que representam nossas opiniões válidas a partir de 12 de janeiro de 2017 e que não pretendemos atualizar.

 

Share