O CEO da Delta, Ed Bastian, debateu a importância de abordar a igualdade e a justiça raciais durante sua participação no podcast da Harvard Business Review, intitulado “Race at Work with Porter Braswell”.

Enfatizando a diversidade, a igualdade e a inclusão como uma parte vital da cultura da Delta, o executivo falou com transparência sobre o olhar rigoroso com que a companhia analisou a sua própria representatividade nessa área.

 “Pouco mais de 20 por cento de nossos funcionários são negros e apenas 7 por cento deles ocupam cargos de liderança sênior, enquanto 15 por cento de nossa liderança geral é negra”, disse Bastian. “Não é bom o suficiente para mim, para uma empresa”. O trabalho da Delta para desagregar nossos dados de diversidade, compreendendo nossas lacunas na representatividade negra entre o panorama mais amplo da diversidade racial e étnica, mostrou as áreas de nossa força de trabalho que chamam a atenção da companhia.

Após essas descobertas, Bastian compartilhou um memorando com os funcionários em agosto do ano passado descrevendo os passos que a Delta está tomando para se tornar uma organização antirracista e antidiscriminatória. O CEO discutiu a estratégia corporativa da empresa aérea e como a Delta incentiva as pessoas a se juntarem nessa jornada, aumentando a conscientização por meio de conversas frequentes nas reuniões realizadas com líderes da companhia e pioneiros (nessa questão*) dentro da comunidade negra.

“As conversas são francas. São reais. São sobre aprender. E nelas estou aprendendo tanto quanto qualquer um de nossos colaboradores”, afirmou Bastian. “Recebi muitos feedbacks de nossa liderança sênior dizendo que essas são algumas das horas mais importantes que tiveram em toda a sua carreira na Delta. Os aprendizados e a conscientização estão abrindo seus corações”.

Bastian enviou outro memorando neste mês de janeiro em homenagem a Martin Luther King Jr. (um dos mais conhecidos ativistas norte-americanos pelos direitos dos negros, morto em 1968*), atualizando os funcionários sobre o progresso que fizemos.

Para encerrar o podcast, Bastian comentou sobre uma questão muito falada sobre a abordagem desses tópicos no local de trabalho: “Onde está a linha entre isso ser muito pessoal e profissional?”.

“Não é apenas a coisa certa a fazer. Também é um bom negócio ser um empregador diverso, ter pessoas ao seu redor com aparência e ideias diferentes”, disse o executivo. “Os líderes empresariais, historicamente, foram ensinados a manter a cabeça baixa, não tratar de temas sociais e se concentrar no trabalho. Mas as empresas têm uma voz mais ampla e um impacto maior. Eu acho que é um imperativo moral que peguemos esse manto e tenhamos a coragem de falar”.

Ouça o podcast completo na Apple, Spotify ou no site HBR.org.

*Notas do editor.

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