Ed Bastian, CEO da Delta, falou sobre a importância da unidade de manutenção, reparo e revisão para o futuro da companhia aérea na conferência anual MRO Americas, em Atlanta.

Segundo ele, a unidade deve gerar cerca de US$ 1 bilhão em receita este ano, e deve duplicar esse número nos próximos cinco anos.

“Um aspecto único nisso tudo são as nossas pessoas”, disse Bastian. “Os homens e as mulheres da Delta TechOps são os melhores do mundo."

Durante a discussão, ele destacou os investimentos que a Delta fez na TechOps, particularmente na nova oficina de motores e unidade de teste, que foram inauguradas recentemente. “São investimentos no futuro da companhia aérea”, disse ele, observando que a ela é a primeira construída nos Estados Unidos em mais de 20 anos. 

Ele também enfatizou a importância do desenvolvimento da força de trabalho da empresa para garantir um fluxo constante de novos funcionários nos próximos anos. “Vamos contratar 500 técnicos em manutenção só em 2019”, disse.

Além das iniciativas específicas da TechOps, Bastian discutiu vários tópicos durante uma sessão de perguntas e respostas moderada por Joe Anselmo, editor-chefe da Aviation Week. Sobre o impacto do veto ao Boeing 737 MAX, o CEO reforçou que a Delta não utiliza essa aeronave e que não houve impacto para a companhia aérea, e que confia que a Boeing resolverá todas as questões relacionadas a isso.

Bastian também disse que está interessado no desenvolvimento de aeronaves de médio porte proposto pela Boeing, já pensando na retirada de uso dos modelos 757 e 767 na próxima década.

Além disso, falou sobre a popularidade da nova A220 desde o seu lançamento no início deste ano, o desempenho da refinaria de petróleo da Monroe Energy e o compromisso da Delta com a redução de emissões e promoção da sustentabilidade ambiental.

“É importante sermos bons cidadãos corporativos”, completou. “Faz parte dos nossos valores e, ao mesmo tempo, é bom para os nossos negócios, porque cada vez mais, é isso que os nossos clientes esperam.”

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