Skip to main content

Delta News Hub Logo

Piloto fala sobre igualdade LGBTQ+, Mês do Orgulho e 50 anos de Stonewall

“Para mim, o Orgulho significa não temer o que você não entende”, diz o Piloto Lane Kranz.

Dia 28 de junho fez 50 anos que ocorreu a rebelião de Stonewall, na cidade de Nova York, que deu origem ao movimento LGBTQ+ nos Estados Unidos.

Como a Delta defende a igualdade LGBTQ+, ouvimos pessoas da companhia sobre a importância da inclusão durante o Mês do Orgulho e também fora desse período (vídeo acima). Entre essas pessoas está o Piloto e Capitão Lane Kranz, baseado em Atlanta, que compartilhou sua visão sobre a manifestação de Stonewall, a representação diversificada na equipe de voo e a melhor parte de voar para a Delta.

Cinquenta anos depois de Stonewall, você pode esclarecer a importância desta rebelião para a comunidade LGBTQ+?

Havia um bar em Greenwich Village chamado The Stonewall Inn, onde as pessoas LGBTQ+ se reuniam. Era um lugar seguro para que essas pessoas fossem elas mesmas e para encontrar outras que pensavam de forma similar. Na noite de 28 de junho de 1969, o bar foi invadido pela polícia; muitos frequentadores foram espancados e tiveram sangramentos. Esse fato acabou criando uma revolução, provocando seis dias de tumultos nas ruas de Nova York. Essas manifestações se transformaram em protestos pacíficos, que contaram com a participação de dezenas de heterossexuais que apoiaram a comunidade LGBTQ+ para que essas pessoas fossem aceitas e tratadas com igualdade. Esses protestos pacíficos foram um catalisador da transformação que houve nos direitos civis das pessoas homossexuais. Estou feliz com as mudanças em nossas leis, que agora permitem que a comunidade LGBTQ+ seja tratada da mesma forma, como qualquer outra pessoa. É um começo, mas ainda há muito trabalho pela frente.

Como os eventos de Stonewall afetaram você pessoalmente?

É irônico porque eu nasci em 1969, e acabei de completar 50 anos. Eu cresci com isso o tempo todo. Fui para o ensino médio no Texas, e lá não havia crianças ou adultos que assumiam sua sexualidade. Sempre que pessoas gays ou lésbicas eram mencionadas, era sempre algo negativo. Quando fui para a faculdade, foi a primeira vez que convivi com outros jovens “fora do armário”. Em 1969, você não podia ser gay ou lésbica e ter um emprego em uma companhia aérea, então é incrível que, 50 anos depois, eu sou capitão e piloto da maior companhia aérea do planeta. Isso nunca seria possível sem a luta das pessoas corajosas em 1969, seguida de décadas de educação, muito trabalho e paciência.

Em todo o país, as pessoas comemoram os direitos das pessoas homossexuais e celebram o movimento LGBTQ+. O que o mês do Orgulho significa para você?

Acho que é um momento importante para reconhecer o progresso que fizemos, mas também é um bom momento para falar sobre o progresso que ainda não fizemos. Apesar do grande avanço para gays e lésbicas, algumas das outras letras da abreviação LGBTQ+ são frequentemente esquecidas. Nós não vemos muita igualdade e mudança para transgêneros e indivíduos que se identificam como não binários. Para mim, o Orgulho significa não temer o que você não entende. O Orgulho envolve abrir mentes e abrir portas.

Por que é importante para o mundo ter diversidade na equipe de voo?

Somos uma companhia aérea global que voa por todas as partes do mundo, para mais de 300 países em seis continentes. Nossa empresa tem pessoas de diferentes culturas, práticas, experiências de vida e perspectivas; então, é importante que os pilotos, e a força de trabalho em geral, sejam um reflexo dos nossos clientes. Quando você aproveita a energia de pessoas diferentes, isso cria novas perspectivas e ideias, originando inovações. Inovações levam a mudanças e mudanças trazem oportunidades. É por isso que a diversidade é tão importante.

Você pode compartilhar uma experiência que você teve na Delta e que fez você se sentir incluído?

Uma experiência que me vem à mente é quando eu era um primeiro oficial. Eu estava voando com um capitão e ele perguntou: “O que sua esposa faz?” Eu disse: “Na verdade, tenho um marido e ele trabalha na T-Mobile, em recursos humanos.” Ele disse: “Que bacana! Eu não sou gay, mas meu filho é, ele está na faculdade.” Meu coração derreteu quando ele disse isso. Eu não fico falando muito sobre ser gay, mas se alguém perguntar, eu fico feliz em compartilhar minha experiência.

Qual é o seu conselho para as pessoas da Delta que querem ser fortes aliadas da comunidade LGBTQ+?

Eu acho que a coisa mais legal é cumprimentar com um sorriso e acolher como todo mundo. Todas as pessoas, independente da nossa orientação, querem duas coisas: reconhecimento e aceitação.

O que você mais gosta no seu trabalho?

Eu tenho o maior emprego do mundo e trabalho para a empresa mais incrível do planeta. Trabalhei em seis outras companhias aéreas ou empresas de aviação, e ninguém faz isso melhor que a Delta. Como piloto, uma das minhas coisas que mais gosto de fazer é observar o pôr do sol ou a lua lá do alto. É a melhor vista da Terra.

Português (Portuguese)